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Em distantes desertos, procurava reflexão.
Um coração fechado, uma mente confusa.

Lágrimas pelo amor encontrado, dor por não poder tê-lo.

Na saudade de uma paixão, a frieza para calar o coração.
A força para momentos difíceis, o desarme nas horas de solidão.
A paciência para um amigo furioso, o sorriso para seres amados.
Um fim para um novo recomeço, um pequeno adeus, um novo olá.
A eterna busca huamna por explicações, os fascíniso de mistérios que transcedem.
Limitações de olhos mortais, eternidade de almas aprendizes.
Errar por seguir o coração, lágrimas incertas da razão.
Chama ardente de desejo, gelo de temor peculiar.
Atos simples de grande valor, grandes explicações tão vazias.
Anjos ao toque de um olhar, demônios a distância de um afago.
Liberdade em falsas clausuras, inocência cruél em som de malícia.
Sonho em sentimento desfeito, realidade em cruel momento.

O descanso final no amor, o adeus de mais uma vida humana.
Um espaço deixado a quem fica, um coração repleto de lembranças.
A espera para um novo reencontro, a vida se refazendo em seu ciclo eterno.

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Saudades passadas, destino trocado.

Um amor assustado, o sentimento enfraquecido, já antes fraco.

Medo sobrepondo esperanças, inimizades dentro de amizades.
Tempo de um coração sombrio, vagando pelo deserto inacabável.

Três memórias, três sentimentos. Rosa sem pétalas, somente espinhos.

Superando grandes obstáculos, para ser sincero, a vida confunde.

Dizendo-nos vá em frente, não ensina caminho, apresenta.
Fresta da alma aprendiz, se consuma sentimental em realidade.

É por isso que se fere, seguindo um percurso profundo.
Rédeas na mão racional, se forma a discussão.
Galopa distante o coração, opostamente visto como incógnita.
Dois destinos separados, uma história destruída.
Arrependimento tardio e cruel, um Karma envenenado pela mágoa.

Anjo de asas negras, guardião de segredos determinantes.

Uma foto na lareira, uma voz na memória.

Saudade causada pela perda, o amor quebrado pelo medo.

Cravado no peito o espinho, lágrimas de um coração amante.

Passos suaves conhecidos, um olhar frio porém.

Conversa silenciosa em olhares, um pedido e uma negação.

Um pedido sincero de perdão, a dor de péssimas memórias.

Ao dono do medo anterior, o castigo da indiferença.

Ao coração entristecido, certeza de sua sinceridade, passado selado.

Assim caminham opostos, amor e medo.
O que constrói o amor, abandonado ferido é pelo medo.
O medo para alguns cura a alma, para outros mostra a covardia humana.

Sempre razão de vida e brigas às vezes, é nossa honra ao ter, nossa ruína ao perder.
 
 
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